Paulinho quer presidente do BNDES como testemunha de defesa

SÃO PAULO - O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, acusado pela Polícia Federal, na operação Santa Tereza, de participar de um suposto esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), quer que o presidente da instituição financeira, Luciano Coutinho, seja sua testemunha de defesa no processo de cassação de mandato que responde na Câmara Federal.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |


Agência Brasil
Paulinho quer presidente do BNDES na defesa
Em sua defesa preliminar, entregue ao Conselho de Ética (CE) da Câmara, Paulinho convida quatro testemunhas para testemunharem a seu favor. Além de Coutinho, consta também o nome do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge Filho, do consultor João Pedro Moura (acusado de ser o operador do esquema) e Wilson Consani, coronel aposentado da PM, que foi segurança da Força Sindical, de Paulinho e um dos presos pela operação Santa Tereza.

Apesar de não fazer referência ao tipo de depoimento que espera de Coutinho, Paulinho, num trecho de sua defesa, nega qualquer tipo de ingerência na liberação de recursos do BNDES e reproduz nota oficial do Banco.

Nela consta que "todos os projetos do BNDES, em toda e qualquer área ou setor, passam pelos procedimentos detalhados (...) Esse processo envolve mais de 30 funcionários e diferentes órgãos colegiados".

Tal como com Coutinho, Paulinho não explica porque convida o ministro Miguel Jorge, nem as outras duas testemunhas. Em sua defesa ele destaca que todas as acusações que pesam sobre si provém de matérias jornalísticas e que nunca nenhum tipo de documento comprobatório foi apresentado.

O documento alega que Paulinho está sofrendo um "inquérito jornalístico" e ironiza as acusações dizendo que denúncias constantes em matérias jornalísticas e não documentos produzidos por órgãos estatais investidos de atribuição legal para formulá-las acaba gerando uma "extraordinária pérola jurídica".

O deputado Paulinho será ouvido pelo Conselho de Ética na Câmara na próxima terça-feira. As testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação só devem ser ouvidas em agosto, após o recesso parlamentar.

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