Paulinho faz defesa oral no Conselho de Ética da Câmara

BRASÍLIA - O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, realiza, neste momento, a sua defesa oral no Conselho de Ética da Câmara, onde responde a um processo que pode lhe custar o mandato. Ele vai tentar, nesta terça-feira, desqualificar as acusações de participação num suposto esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES). O parlamentar vai alegar que sofre um inqurito jornalstico e que foi vítima de perseguição política.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |


Paulinho foi apontado pela Polcia Federal (PF) como um dos integrantes de esquema desvendado através da Operao Santa Tereza, que descobriu o envolvimento de mais de 10 empresários, advogados e servidores públicos em um esquema de desvio de verbas do BNDES. Segundo a PF o "grupo político" que intermediava a liberação de recursos ficava com 4% do montante liberado.

Em sua defesa oral o deputado vai alegar que o processo de quebra de decoro parlamentar aberto contra ele no Conselho de Ética se baseou em "recortes de jornais" e que em nenhum momento documentos que comprovassem sua participação no esquema foram apresentados.

Paulinho tambm vai citar uma série de ações da ONG Meu Guri, em que sua esposa, Elza Pereira, é presidente. O deputado vai alegar que todos os recursos do BNDES recebidos pela entidade foram aplicados corretamente.

Além disso, Paulinho se dirá vítima de perseguição política por defender os interesses dos trabalhadores. Parte de sua defesa se basear numa suposta "perseguição das elites", que no aceitam as reivindicaes trabalhistas feitas pelo parlamentar no Congresso e através da Força Sindical, central trabalhista da qual presidente.

Após a defesa de Paulinho, o Conselho de Ética começará a ouvir as testemunhas do caso. Entre eles constam o nome do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o advogado Ricardo Tosto, que ocupou uma vaga de conselheiro no Banco por indicação da Força Sindical.

Ainda há a vontade do relator do caso, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), em convocar o delegado responsável pelas investigações da PF para depor no Conselho. A expectativa que os depoimentos comecem a acontecer após o recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho e acaba em primeiro de agosto.

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