Paulinho entrega defesa para corregedoria da Câmara e se diz vítima de armação

BRASÍLIA - O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, citado pela Polícia Federal (PF) como um dos participantes do suposto esquema de desvio de recursos do BNDES, entregou na tarde desta quarta-feira sua defesa ao corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE). Se dizendo vítima de uma armação, o parlamentar pediu o arquivamento da representação contra ele, alegando que ela está baseada somente em matérias de jornais e que nenhum dado concreto foi apresentado.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"Eu trouxe minha defesa ao corregedor [Inocêncio Oliveira, do PP de PE], mostrando a ele a perseguição política que estou sofrendo pelo trabalho que realizo na Câmara em defesa dos trabalhadores. Estou à disposição da Corregedoria e dos órgãos da Câmara para mostrar a minha inocência", disse.

No documento de defesa, há críticas em relação às gravações telefônicas feitas pela PF. Paulinho diz que seu envolvimento no caso se deu devido a seu nome ser citado por "terceiros", e que até mesmo as escutas tiveram seu conteúdo editado.

"Não se apontou nenhum denotativo de qualquer participação deste deputado" no esquema de desvios do BNDES, diz a defesa.

O documento cita até mesmo entrevista com o perito criminal Ricardo Molina, dizendo que em "centenas" de grampos que passaram por sua análise apresentam gravações interrompidas, com palavras cortadas e "seleção de trechos de conversas".

Paulinho também nega que João Pedro de Moura, acusado de ser o operador do esquema, seja seu assessor parlamentar. Para o deputado, Pedro teria usado somente o "prestígio" do parlamentar como um cartão de visitas.

Ao final do documento o deputado pede que Inocêncio arquive o processo contra ele e não envie a denúncia para o conselho de ética da Câmara.

Em relação às acusações que envolvem a ONG Meu Guri, presidida por sua esposa, o deputado alegou que a mesma apresenta toda a transparência desde o inicio de seus trabalhos e que o sigilo bancário da entidade está à disposição do Ministério Público.

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