Paulinho diz que está feliz com denúncia de suposto desvio ter chegado ao Supremo

BRASÍLIA ¿ O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) afirmou que está feliz com o fato do suposto desvio de dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), do qual está sendo acusado, ter chegado ao STF (Supremo Tribunal Federal). Agora, segundo ele, o caso pode ser esclarecido.

Christian Baines, repórter em Brasília |


Paulinho da Força Sindical se justificou dizendo que o TCU (Tribunal de Contas da União) não aceitou as contrapartidas apresentadas pelas centrais sindicais, pela Fiesp e pela Fundação Roberto Marinho na promoção de cursos profissionalizantes. Por isso, foram apontados indícios de irregularidades.

O contrato dizia que você podia fornecer como contra partida estrutura, na forma de fazer os cursos. Nós fizemos exatamente como dizia o contrato. Por exemplo, nós demos os locais para fazer os cursos. A Fundação Roberto Marinho deu o tempo de televisão. Seis horas da manhã, tava lá o Telecurso 2000. Enfim, essa contrapartida, o TCU não aceitou. Não só a nossa. Mas de todas as centrais, da FIESP e da Fundação Roberto Marinho. Então, todos esses processos estão lá no TCU.

E agora, fico muito satisfeito que está indo para o Supremo [Tribunal Federal]. E o STF vai ter que decidir se a contrapartida que nós oferecemos valeu, que era o que estava no contrato, ou se não valeu. (...) Nós achamos que se estava no contrato que a contrapartida eram os prédios dos sindicatos locais para fazer os cursos, não pode depois de feitos os cursos, o TCU não aceitar, completou.

Acusações

Paulinho vai ter que prestar depoimento no inquérito aberto no STF para investigar o suposto esquema de desvio de recursos do FAT.

A investigação apura indícios de que a Força Sindical, com recursos do fundo, teria firmado convênios ilegalmente com empresas que deveriam promover cursos profissionalizantes e de recolocação no mercado de trabalho. Outro inquérito no STF apura se o dinheiro do FAT era usado para patrocinar cursos para alunos fantasmas.

Redução da jornada

O deputado se reuniu hoje com o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, para tratar da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e afirmou que as centrais sindicais vão se esforçar em marcar a data da votação.

Nosso esforço é de marcar a data. Nós achamos que se marcar a data, e pôr em votação, a gente ganha essa questão no Congresso.

Paulinho disse ainda que Dulci lhe garantiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é favorável à redução e que vai conversar com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, para articular a votação. Viemos aqui também para comunicar o governo e pedir ao governo que ajude nessa mobilização. O governo disse o seguinte: que o presidente Lula particularmente é favorável à redução da jornada para 40 horas semanais.

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