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Paulinho diz que denúncia contra ele era perseguição

De calça jeans e camiseta laranja com o logotipo da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, depois de absolvido, perambulou pelo principal salão e corredores da Câmara. Cumprimentado pelos congressistas, repetia que as acusações contra ele não passavam de “perseguição” e que sua absolvição no Conselho de Ética era a vitória da “Justiça”.

Agência Estado |

“O conselho fez justiça. Os deputados verificaram a perseguição que existe contra mim e, por isso, ganhei de 10 a 4”, comemorava. “O povo brasileiro sabe que a pizza era contra mim. Foram seis meses na geladeira, sem chances de falar das injustiças cometidas.”

Paulinho também afirmou que não houve acordo entre o bloquinho (PSB, PDT, PC do B, PMN e PRB) e o PT para salvar seu mandato. “Se houvesse acordo, o DEM e o PSDB não teriam votado a meu favor. Os deputados entenderam que havia uma perseguição contra mim.” E ainda lembrava, como exemplo das perseguições que sofre, que o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar irregularidades no uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para qualificação de trabalhadores não trata apenas da Força Sindical: “Mas só falam de mim.”

Paulinho foi absolvido ontem pelo Conselho de Ética da Câmara. Com a ajuda da base aliada e dois reforços da oposição, o deputado obteve uma vitória larga: 10 votos pela absolvição e apenas 4 favoráveis ao relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que apontava a participação do pedetista em “esquema fraudulento de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social”, descoberto durante a Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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