Paulinho diz que defesa convenceu deputados

BRASÍLIA - O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulino da Força, diz que sua defesa, realizada na tarde de ontem e na manhã desta quarta-feira convenceu os membros do Conselho de Ética da Câmara. O parlamentar responde a processo de quebra de decoro parlamentar, que pode levar à cassação de seu mandato, por uma suposta participação na quadrilha que desviava recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apurou a Polícia Federal na operação Santa Tereza.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |


"Nesses dois dias esclareci as calúnias e difamações. Convenci meus pares do Conselho de Ética", disse o deputado após seu depoimento.

Apesar da declaração, nem todos os integrantes do Conselho se mostraram satisfeitos. O deputado José Carlos Araújo (PR-BA), por exemplo, questionou como é possível que o lobista João Pedro Moura, apontado pela PF como operador do esquema de desvio de recursos, pôde ter cedido um apartamento para a ONG Meu Guri, da esposa de Paulinho, Elza Pereira, e ter dado R$ 37,5 mil para pegar o apartamento de volta.

Pela investigação da Polícia, os R$ 37,5 mil depositados por João na conta da Meu Guri fazem parte dos recursos desviados do BNDES, o que é veementemente negado pelo deputado Paulinho.

Após a segunda rodada da defesa do pedetista, o Conselho de Ética encerrou suas atividades nesta semana e aprovou uma sessão secreta, com a participação do delegado do PF, Rodrigo Levin, para que um interrogatório com base no inquérito que corre sob segredo de justiça possa ser feito. Ainda não há data para a sessão.

Por fim, o presidente do Conselho, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), como de praxe, fez críticas à imprensa e frisou que a sessão secreta não tem o intuito de proteger ninguém, e que somente será realizada devido à determinação da Justiça de manter em sigilo os dados do inquérito contra Paulinho.

Ouvido pela reportagem, o advogado de Paulinho, Leônidas Sholv, afirmou que não houve mudança de discurso de seu cliente, mas que houve um "equívoco de denominação técnica", ao ser questionado sobre o apartamento do lobista João Pedro Moura.

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