Paulinho cita Lula em defesa oral no Conselho de Ética

BRASÍLIA ¿ O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, usou até o presidente Lula em sua defesa oral no Conselho de Ética da Câmara, nesta terça-feira. ¿Até o Lula teve alguém assim. Lembram do Vavá?¿, questionou, não negando que tinha relações com o lobista João Pedro Moura, acusado pela Polícia Federal de ser o operador do esquema de desvio de verbas públicas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Irmão do presidente, Vavá foi apontado como suspeito de envolvimento na máfia dos caça-níqueis. Depois de citá-lo, Paulinho alegou que houve uso indevido das escutas telefônicas em que menciona o nome de João Pedro Moura. De acordo com o conteúdo das gravações, ele diz que iria apelar para que o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), interferisse junto à Polícia Federal, que investiga as atividades do parlamentar.

No depoimento, ele afirma que buscou Chinaglia por ele ser a figura mais alta da Câmara, mas que em nenhum momento pediu para que ele interviesse junto à PF. Questionado sobre a sua ligação com o advogado Ricardo Tosto, Paulinho disse que foi contatado por ele, que teria pedido uma ação de indignação. Alegando ser vítima da mesma armação pela qual Tosto estaria sofrendo, disse que não se negaria a fazer a ação de indignação.

Já sobre a compra de uma casa de praia avaliada em R$ 220 mil em Bertioga, no Litoral Sul de São Paulo, o parlamentar defendeu-se afirmando que, ao contrário do que foi mostrado na mídia, que o imóvel estaria situado em um condomínio de luxo, a casa é modesto, com apenas 100 metros e as formas de pagamento ¿ R$ 60 mil em dinheiro e R$ 160 mil em cheque ¿ foram as condições dadas pelo vendedor para o repasse da residência.

No fim de sua defesa oral, ele disse que a liberação do BNDES de R$ 1.3 milhões para a ONG Meu Guri, de sua esposa, que lida com crianças, foi aprovada e que esse repasse ocorreu há seis anos. Desde então, segundo ele, nunca mais houve envio de verbas do banco para a organização.

Paulinho agora responde a questionamentos dos membros do conselho, cujo relator é o deputado Paulo Piau (PMDB-MG).

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