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Paulinho afirma que denúncias são armação política

SÃO PAULO - O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, afirmou nesta sexta-feira que a acusação de que sua ONG estaria envolvida em fraudes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma armação política. Segundo PF, outras duas ONGs serão investigadas, mas os nomes serão mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações.

Redação |

Foi revelado nesta sexta-feira, que a ONG Meu Guri Centro de Atendimento Biopsicossocial, presidida por Elza de Fátima Costa Pereira, mulher de Paulinho, recebeu R$ 1,199 milhão do BNDES.

Paulinho admitiu que a ONG Meu Guri, sediada em Mairiporã, recebeu recursos do BNDES, mas que o R$ 1,328 milhão foi aplicado na construção de imóveis da instituição.

Ele confirmou també, que João Pedro Moura, preso na Operação da Polícia Federal, intercedeu para que os recursos fossem liberados. "Era normal que ele fosse lá para tentar ajudar", disse.

Para o deputado, as informações da PF estão confusas. "Confunde mesmo. Nunca ninguém me chamou de PA. PA não sou eu. Para esclarecer, abri meu sigilo bancário e telefônico", disse. "PA" seria o noem encontrado em documentos que fariam alusão à participação de Paulinho no esquema fraudulento.

"Não quero ficar a vida inteira sob suspensão", disse.

O repasse

A operação foi aprovada em dezembro de 2000 e contratada em 27 de setembro de 2001, mas os repasses ocorreram em 2002 e 2003, período em que integrava o conselho de administração do BNDES o lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor de Paulinho. Moura é acusado pela Procuradoria da República de chefiar suposta quadrilha grampeada pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza.

De acordo com o BNDES, trata-se de um financiamento proveniente do Fundo Social da instituição, para realizar obras nas instalações da ONG, adquirir móveis, veículos, utensílios e capacitar empregados. Segundo o banco, o negócio é muito antigo e no momento não há nenhuma operação ativa com a Meu Guri. O último repasse, de R$ 36,6 mil, ocorreu em 25 de abril de 2003. O valor total já foi completamente desembolsado.

O BNDES diz ainda que está fazendo auditoria interna. Mas ontem, porém, não soube informar quantas ONGs receberam dinheiro do Fundo Social no período em que a Meu Guri foi beneficiada.

Elza foi procurada durante todo o dia de ontem, mas não retornou o contato. Foi tentado também agendar uma visita à entidade, que possui uma sede no Tucuruvi, zona norte de São Paulo, e outra em Mairiporã, na Serra da Cantareira. Ela avisou que isso só seria possível com sua permissão e acompanhamento. A visita não foi autorizada. Por fim, acabou emitindo uma nota na qual afirma que a entidade está isenta de irregularidades e explica a doação de R$ 37,5 mil feita por João Pedro de Moura.


Resposta de Elza

Elza Pereira emitiu nota ontem em que nega irregularidades e explica a doação feita por João Pedro de Moura. Há alguns anos, o sr. João Pedro de Moura doou um imóvel, em São Paulo, para a instituição. Este imóvel acumulou pendências relativas a impostos e taxas de condomínio. Diante do problema, a direção do Meu Guri procurou o sr. João Pedro de Moura, que retomou o imóvel e reverteu a doação em dinheiro, no valor de R$ 37.510,00, para pagamento das referidas dívidas. E sustenta: Tudo está documentado e não há absolutamente nada de irregular. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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