Paulinho abrirá sigilo bancário, fiscal e telefônico

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical, abrirá o sigilo bancário, fiscal e telefônico para análise do Ministério Público Federal (MPF) e da Corregedoria da Câmara. O procedimento foi acertado num almoço na casa de Paulinho, com a participação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente nacional afastado do PDT, e do líder do partido na Câmara e presidente nacional em exercício da legenda, Vieira da Cunha (RS).

Agência Estado |

Está previsto para hoje um discurso de Paulinho na Casa para anunciar a abertura do sigilo.

O nome de Paulinho foi citado sob suspeita de envolvimento em esquema de desvio de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O esquema é investigado pela Polícia Federal (PF). "Ele (Paulinho) está demonstrando que está assumindo uma postura de colaboração. Uma postura de quem não deve, não teme", afirmou Cunha. Hoje à noite, o deputado do PDT de São Paulo deve se explicar na reunião da executiva da sigla com as bancadas do Senado e da Câmara. A decisão de abrir o sigilo, no entanto, foi uma forma de esvaziar algum tipo de pedido de afastamento de Paulinho da agremiação. Pela manhã, o líder do PDT no Senado, Jefferson Péres (AM), sugeriu que ele se licenciasse do partido.

"Não haverá qualquer tipo de ambiente para que peça mais esse tipo de coisa", afirmou o líder do PDT na Câmara e presidente nacional em exercício da legenda. "O que mais poderia exigir dele (Paulinho) no momento?", questionou, acrescentando que o deputado de São Paulo tomou a iniciativa que a legenda esperava. "Seria prematuro e uma injustiça falarmos em pena disciplinar contra o deputado sem que haja um procedimento investigatório. O Supremo Tribunal Federal (STF) não se manifestou ainda", disse.

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