O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, oficializou hoje seu pedido para que o PT realize prévias para decidir quem será o candidato do partido à sucessão de Aécio Neves (PSDB) no governo de Minas Gerais. Como pré-candidato ao governo, ele divulgou a carta encaminhada às executivas nacional e estadual da legenda.

Patrus quer ainda que as prévias sejam realizadas com uso de urnas eletrônicas para garantir "a transparência e a agilidade".

"Estamos vivendo no PT de Minas um momento político bastante rico, de importantes debates sobre o futuro do Partido e de seu papel de transformação social", diz o ministro, em sua carta. "Na expectativa de contribuir nesse processo, apresento meu nome para concorrer às eleições prévias internas que definirão nossa candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições do ano que vem. Com o mesmo propósito, solicito que dê amplo conhecimento à base partidária desse meu gesto."

A reação do ministro ocorreu depois que foi oficializada a vitória do deputado Reginaldo Lopes - aliado do ex-prefeito Fernando Pimentel - para a presidência do diretório regional. Para Pimentel, o resultado do pleito é um indicativo do desejo do partido o que torna as prévias desnecessárias.

A carta de Patrus foi divulgada no mesmo dia em que o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), oficializou que deixará o cargo até abril, lembrando que é "candidato a candidato" ao governo de Minas.

Costurar um acordo em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, está ficando cada vez mais complicado para PT e PMDB. O Partido dos Trabalhadores, que quer uma candidatura própria, está rachado entre dois grupos distintos. A verdadeira guerra entre os aliados de Patrus e Pimentel levou à suspensão da apuração da eleição em Minas e obrigou a direção nacional do partido a interferir, enviando para Belo Horizonte dois observadores.

Do outro lado, o ministro Hélio Costa saiu fortalecido da eleição estadual realizada no domingo e vem aparecendo como líder nas pesquisas de opinião para a sucessão de Aécio. Embora publicamente admita a possibilidade de o PMDB não ter candidatura própria, costurando uma aliança com o PT, o cenário é pouco provável. Sobretudo se o acordo tiver de ser feito em torno do nome de Pimentel.

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