Patrus: há setores intolerantes com direitos dos pobres

Demonstrando contrariedade com a abordagem da imprensa às fraudes detectadas recentemente no programa Bolsa Família, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, afirmou hoje que setores minoritários do País, com influência nos meios de comunicação, são intolerantes com os direitos e com as lutas dos pobres. No início do mês, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que falecidos, políticos eleitos, suplentes e outras pessoas que não teriam direito recebem o benefício.

Agência Estado |

O ministro acredita que falta boa vontade com as políticas sociais do governo e classificou como "muito ruim" a expressão portas de saída, usada para caracterizar uma etapa posterior ao programa de transferência de renda. "Traduz um sentimento assim: quando essas pessoas vão sair daí? Como se os pobres fossem incômodos. Na minha terra, no norte de Minas, porta de saída é a serventia da casa", disse.

"Nós queremos cada vez mais é ampliar as portas de entrada, para que os pobres cada vez mais tenham entradas no Brasil. Portas de entrada para a inclusão, portas de entrada para o trabalho, portas de entrada para a educação, portas de entrada para a dignidade, para a cidadania", afirmou o ministro. O relatório do TCU constatou indícios de fraude no pagamento de cerca de 106 mil benefícios, o equivalente a 3,4% da folha mensal de pagamentos.

Em uma palestra para assistentes sociais, em Belo Horizonte, Patrus falou em somente mil casos suspeitos e observou que o programa assistencial atende mais de 11 milhões de famílias no Brasil. Para o ministro, as notícias sobre a auditoria refletem uma "animosidade" com o programa e avaliou que "o retrocesso é possível" porque existe ainda no Brasil forças políticas e econômicas minoritárias, mas poderosas, que são contrárias às políticas sociais.

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