O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse hoje em Maceió, onde se reuniu com prefeitos e integrantes do governo do Estado, que o Brasil só não sofreu os efeitos da crise financeira internacional por causa da distribuição de renda patrocinada pelos programas sociais, tendo a frente o programa Bolsa Família. Se não fossem os programas sociais do governo Lula, a situação do País, diante da crise mundial, seria muito pior, afirmou Ananias, rebatendo críticas dos partidos de oposição que apontam o Bolsa Família como o principal cabo eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O Bolsa Família beneficia mais de 11 milhões de famílias e tem orçamento previsto para este ano de R$ 11,4 bilhões. É o maior programa de transferência de renda do mundo. Por isso, os adversários do governo se incomodam, porque sabem que estamos fazendo a coisa certa." Patrus Ananias reconheceu que, por ser muito grande, o programa é sujeito a fraudes. No entanto, ele disse que o governo está atento e em parceria com órgãos fiscalizadores - como a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público (MP) - vem combatendo as irregularidades.

"O importante é que o programa funcione e o dinheiro chegue a quem mais precisa, como àquela dona de casa sertaneja, que apareceu no domingo passado na reportagem do (programa da Rede Globo) Fantástico, sem ter comida para alimentar os filhos, no sertão de Alagoas", disse. Em sua palestra, no auditório do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, Ananias fez um balanço das ações do seu ministério e destacou a ajuda que o governo federal tem dado a Alagoas no combate à fome.

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