Pastores da Igreja Renascer recorrem ao STF em tentativa de escapar de ação penal

Brasília - Os líderes da Igreja Renascer em Cristo, Estevan Hernandez Filho e Sonia Haddad Moraes Hernandez, querem que o Supremo Tribunal Federal (STF) reverta decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pela continuidade do processo por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa a que eles respondem na 1ª Vara Criminal de São Paulo.

Agência Brasil |

O casal ajuizou habeas corpus que será relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello. Eles solicitam liminar para suspender o processo e, no mérito, o fim da ação penal.

Os advogados dos pastores dizem que eles são vítimas de perseguição religiosa, ao citarem que o juiz que determinou o indiciamento do casal iniciou seu despacho com a citação bíblica maldito seja o homem que se fia de outro homem (Jer 17:5).

A defesa sustenta que os pastores não integraram nenhuma quadrilha e que não há como imputar o crime de lavagem de dinheiro ao casal já que o dinheiro manipulado por eles não viria do tráfico de entorpecentes, terrorismo, contrabando ou tráfico de armas, extorsão mediante seqüestro, ou de crimes contra a administração pública ou o Sistema Financeiro Nacional.

O Ministério Público, por sua vez, define a Igreja Renascer como organização criminosa que detinha poder e manipulava inúmeras empresas. Segundo o MP, Estevam e Sonia arrecadaram altíssimos valores em dinheiro às custas de ludibriar fiéis e de não honrar compromissos financeiros.

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