Uma passeata realizada hoje pela permanência do menino de oito anos no Brasil reuniu centenas de pessoas, que caminharam pela orla carioca, de Copacabana até o Leblon, na zona sul do Rio. O ato, organizado por parentes e amigos das famílias da mãe, Bruna Bianchi, falecida no ano passado, e do pai adotivo da criança, o advogado João Paulo Lins e Silva, começou em frente ao Hotel Marriot onde o norte-americano David Goldman, pai biológico da criança, costuma se hospedar.

A Polícia Militar estimou que o protesto reuniu 300 manifestantes, entre eles atores, advogados e empresários.

Com camisas brancas e bandeiras nacionais nas mãos, os manifestantes adotaram o discurso patriótico na defesa da permanência do menor no país. "Esperamos que a nossa Justiça proteja uma criança brasileira.Vamos provar que o Brasil é soberano. Minha irmã deve estar no céu torcendo por nós", disse Luca Bianchi, irmão de Bruna.

"Era uma das melhores amigas de Bruna até ela morrer após o parto da filha com o João Paulo. Ontem, eu estive com S. e vi que ele tenta brincar e se divertir. No entanto, está aflito com a possibilidade de deixar o país, pois para ele João Paulo é seu pai", disse a atriz Nívea Stelmann.

O pai adotivo não foi ao ato. Ele foi representado pelo pai, o advogado Paulo Lins e Silva, que não deu declarações. Parentes comentaram com jornalistas que o menino teria dito durante a perícia psicológica da Justiça Federal que pretende continuar no Brasil.

Sérgio Tostes, advogado da família Lins e Silva, afirmou que os parentes brasileiros reagiram bem à menção do caso no encontro entre os presidentes Lula e Barack Obama. "Todos ficaram satisfeitos. Afinal, Lula disse que o assunto seria tratado pela Justiça brasileira e Obama aceitou", afirmou Tostes.

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