Passageiros contam como barco afundou em Brasília. Veja vídeo

Familiares de desaparecidos procuram bombeiros e reclamam da falta de informações

Naiara Leão, iG Brasília |

nullParentes e amigos de passageiros que estavam no barco que afundou por volta das 20h30 de ontem no lago Paranoá, em Brasília, procuraram a base de buscas do Corpo de Bombeiros, na Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade), durante toda a manhã, reclamando da falta de informações sobre os desaparecidos. A orientação do Corpo de Bombeiros é para que essas famílias se dirijam ao Instituto Médico Legal.

Familiares do bebê de seis meses que morreu e de sua mãe, Valdelice dos Santos, que continua desaparecida, chegaram a dizer que, diante da orientação dos bombeiros, não têm a esperança de encontrar a mulher com vida. “Estamos esperando para sepultar o bebê junto com a mãe. Já não temos esperança”, disse o cunhado de Valdelice.

O tio da menina Ester, de 10 anos, que não foi encontrada, o empresário Vilmar de Oliveira, reclama da falta de informações. "Não tem ninguém prestando esclarecimentos e estamos com medo de receber uma notícia ruim pela imprensa".

Além dos familiares de desaparecidos, passageiros que estavam no barco chegam à Ascade pedindo para acompanhar a operação. O casal Jaqueline Ribeiro, cabeleireira, e Everaldo Sales, garçom, veio em busca de informações de amigos. (Veja vídeo)

Os dois estavam juntos na festa do barco Imagination e se salvaram nadando. Ele conseguiu um colete quando já estava na água. Uma mulher com dois coletes gritou que estava com um extra e ele nadou até ela. Já a cabeleireira se atirou na água e após alguns minutos foi salva por uma embarcação civil.

Os casal diz que havia muito vento e as luzes começaram o oscilar. Quando se apagaram os passageiros entraram em pânico e se juntaram em uma ponta do barco. Isso, no entanto, teria feito com que a embarcação afundasse mais rápido.

Segundo a cabeleireira, todos tentaram se ajudar distribuindo coletes que, para ela, pareceram insuficientes. Ela também afirma ter visto três crianças a bordo.

Eles dizem ter comprado o ingresso para a festa no barco por R$ 60 e não confirmam a hipótese de ser uma comemoração corporativa, conforme suspeita levantada por bombeiros logo no início da manhã.

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