Partidos priorizam disputa ao governo de São Paulo

Enquanto as pré-candidaturas a governador de São Paulo começam a tomar corpo neste fim de mês, o cenário para a disputa que escolherá os representantes do Estado no Senado está longe de uma definição. Sobram nomes e faltam espaços nas eventuais coligações.

Agência Estado |

São duas vagas em jogo nas eleições de 2010, das três a que cada unidade da Federação tem direito.

Neste ano, encerram os mandatos os senadores Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB) e fica o senador Eduardo Suplicy (PT), até 2015. Partidos como o PSDB e o PMDB tentarão mudar a representação paulista no Senado, dominada por petistas.

A pouco menos de três meses do início oficial da campanha eleitoral, de certo mesmo só as indicações da ex-ministra do Turismo Marta Suplicy para concorrer pelo PT na chapa de Mercadante, e do ex-governador Orestes Quércia, pelo PMDB, na chapa do ex-governador e atual secretário de Desenvolvimento do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). Essa indefinição, segundo dirigentes partidários, ocorre porque as siglas estão mais preocupadas neste momento em definir coligações ou os nomes para concorrer ao governo do Estado. "No nosso cronograma, definir quem concorre ao Senado vem depois de oficializarmos os nomes do candidato a presidente e a governador e seus respectivos vices", disse o secretário-geral do PSDB de São Paulo, Antonio Cesar Gontijo de Abreu. Ele confirma que uma das vagas será disputada por Quércia.

O DEM, que provavelmente terá o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingues, como vice na chapa de Alckmin, não terá candidato ao Senado. O acordo para que o PMDB indicasse o nome à Casa remonta ao pleito municipal que elegeu o prefeito da capital, Gilberto Kassab, também presidente estadual do DEM. A outra vaga da coligação PSDB-PMDB-DEM-PPS será disputada entre os tucanos Aloysio Nunes Ferreira, chefe da Casa Civil do governo do Estado, os deputados federais Mendes Thame e José Aníbal, e o secretário do Meio Ambiente, Francisco Graziano. Abreu nega que Aloysio tenha precedência sobre os demais, como tem sido comentado. "Todos estão em condições de igualdade, têm lastro partidário", disse.

Segundo ele, caso não haja entendimento nas próximas semanas, haverá um processo interno de escolha. Com isso, Romeu Tuma deve ficar sem vaga para tentar a reeleição, já que seu partido, o PTB, apoia a chapa governista no Estado.

PT

No PT, com uma das candidaturas já ocupada por Marta Suplicy, a dúvida fica em torno do segundo nome, que pode vir do PCdoB, com o vereador e apresentador Netinho de Paula, ou do PDT, com o nome do deputado Paulo Pereira da Silva. O presidente estadual do PT, Edinho Silva, disse que o segundo nome sairá da coligação que, além de PDT e PCdoB, ainda reúne PR, PRB e PPL. Os nomes de Marta e do candidato ao governo, Aloizio Mercadante, serão lançados na segunda semana de abril.

A presidente estadual do PCdoB, Nádia Campeão, disse, que além do PT, negocia a vaga com o PSB, que pode ter o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, encabeçando a chapa majoritária. "Uma das condições para compormos uma coligação é ter a candidatura de Netinho ao Senado", disse. Segundo ela, são casos isolados os petistas que torcem o nariz para o apresentador. Um deles é o líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), que já anunciou preferência pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB). "Não é isso que a direção do partido passa para a gente. Há uma aceitação boa no PT", garante.

Para Nádia, Netinho tem "duas portas abertas" nas eleições 2010. "A grande dúvida é se teremos uma ou duas candidaturas", disse, referindo-se aos pré-candidatos Mercadante e Skaf. A dirigente comunista também avalia que as definições sobre os nomes para o Senado sairão apenas a partir da segunda quinzena de abril.

O PP, do deputado federal Paulo Maluf, terá "chapa completa", segundo o secretário-geral do partido, Jesse Ribeiro. A legenda lançou o deputado federal Celso Russomano para governador e deverá ter dois nomes próprios ao Senado, que Ribeiro preferiu ainda não revelar. "Fizemos os convites e estamos esperando a resposta para a próxima semana", disse.

No PV, a situação segue incerta. O partido tinha reunião ontem para bater o martelo nos nomes ao governo e ao Senado, mas voltou atrás. A definição ficou para a próxima semana. No páreo, o nome do ex-presidente do Instituto Ethos Ricardo Young, que há duas semanas se lançou pré-candidato ao Senado pela legenda, e do secretário de Relações Internacionais, Marco Antonio Mroz, um dos coordenadores da campanha da presidenciável senadora Marina Silva (AC). Membros da legenda apostam na primeira opção. A ideia do partido é lançar apenas um nome e deixar a outra vaga para oferecer em uma eventual coligação.

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