Partidos buscam articuladores para sucessão de Lula

BRASÍLIA - De olho nos palanques e nas alianças que darão combustível para a eleição de 2010, os maiores partidos do País aproveitarão 2009 para definir os nomes que vão liderar as negociações. Nos próximos meses, PT, PSDB, PMDB e DEM vão colocar ordem na própria casa e, em alguns casos, até reorganizar as direções partidárias tendo em vista a disputa eleitoral.

Agência Estado |

O PT agendou para novembro a sua eleição interna. Embora esteja impedido pelo estatuto de disputar um novo mandato, o atual presidente, deputado Ricardo Berzoini (SP), terá papel fundamental ao pavimentar o caminho para que sejam fechadas alianças e formatado o esboço do programa de governo.

O sucessor de Berzoini terá tarefa árdua: apaziguar as correntes da sigla, a fim de impedir que conflitos atrapalhem a corrida eleitoral. Para petistas, o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, que tem tratado de arrefecer os ânimos do partido, poderia cumprir a tarefa. Mas o próprio Carvalho evita o assunto e só aceita entrar na disputa com o respaldo do presidente e de parte importante do partido.

No PMDB, o mandato do presidente da sigla, deputado Michel Temer (SP), termina em março de 2009. Mas o comando partidário poderá entrar em discussão após a eleição para a presidência da Câmara, em fevereiro. Se vencer, Temer não descarta a possibilidade de abrir mão da condução do partido. A função de presidente da Câmara absorve demais quem a exerce. Mas ainda não parei para avaliar esse cenário. Já nos dois principais partidos de oposição, o PSDB e o DEM, a tendência hoje é de que sejam mantidos no cargo os atuais presidentes. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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