O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou hoje que partido só vai tomar uma posição sobre o episódio que envolve o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), depois de ter conhecimento total das investigações em andamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, descobriu uma suposta distribuição de recursos ilegais, uma espécie de mesada, a parlamentares da base aliada do governador Arruda.

Segundo Maia, o governador do DF está colaborando com todas as apurações que estão sendo feitas pela operação.

"O STJ está fazendo as investigações e vamos esperar essas apurações. Temos a total confiança no governador Arruda", afirmou, no início da noite, o presidente do DEM. Em sua avaliação, a nota divulgada pelo STJ, que sugere a existência de um "mensalão" no DF, apenas dá uma explicação sobre as investigações, sem apontar culpados. "É importante que tudo seja esclarecido", observou Maia.

Ele disse "estranhar" a posição da Polícia Federal. "Nos estranha a posição da Polícia Federal dias depois de o presidente Lula pedir para que ela tenha operações com mais cuidado", afirmou o presidente do DEM.

A assessoria do governador Arruda informou que ele não pretendia falar antes de conhecer o inteiro teor do inquérito que aponta a suposta existência do pagamento de propina a parlamentares e integrantes do governo do DF. Até o final da tarde, segundo a assessoria, Arruda só havia recebido os documentos que tratavam dos mandados de busca e apreensão.

As investigações sobre o mensalão distrital avançaram com a ajuda do secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, que trabalhou infiltrado no governo Arruda. Ex-delegado da Polícia Civil e ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan), Barbosa trabalha há meses com equipamento de escuta sob as roupas e conseguiu captar diversas conversas que baseiam o inquérito sob coordenação do juiz Fernando Gonçalves, do STJ. Barbosa concordou em fazer as escutas depois de fechar acordo de delação premiada para reduzir pena por participação em operação de corrupção no governo de Joaquim Roriz (PSC).

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