Participação de Abin em investigação é fato de profunda gravidade, diz Mendes

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira que a participação de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na operação Satiagraha da Polícia federal é ilícita e de gravidade ainda não vista nesses vinte anos de Constituição. Para ele, o caso precisa ser amplamente investigado.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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"Não houve formalização, mas substituir a Polícia Federal em investigação, eu não tenho a menor dúvida de que estamos diante de um ato flagrante ilegítimo. Estou preocupado como aspecto político desta questão. Como se envolve uma agência de inteligência numa operação da polícia e depois a Polícia Federal diz que não sabia disso? Estamos diante de um fato raro, mas de profunda gravidade", disse.

Mendes também lembrou que a Polícia Federal, enquanto polícia judiciária, se reporta a juízes e ao Ministério Público. Já a Abin, atuando informalmente e emprestada, em tese, não prestaria contas a ninguém.

"Qual o modelo institucional que se está desenhando? Se quer uma super polícia? Uma super agência de informação? Ela está submetida a quem? Os agentes da políca, no dever de polícia judiciária, prestam contas ao juiz, são acompanhados pelo Ministério Público. E os agentes da Abin? Eles estão atuando informalmente, de forma emprestada", pontuou.

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