BRASÍLIA - O diretor-geral afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, acredita que as trocas de comando na Abin e na Polícia Federal, no segundo semestre do ano passado, podem ter influenciado na confusão causada pela participação de servidores da Agência na Operação Satiagraha.

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Em setembro de 2007, Luiz Fernando Corrêa assumiu o comando da Polícia Federal, no lugar de Paulo Lacerda. Em outubro do mesmo ano, Lacerda assumiu, então, a direção geral da Abin.

Durante as investigações do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, Lacerda cedeu arapongas da Abin para o ajudar nas investigações, mas o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, não ficou sabendo do acordo.

Protógenes pode ter ficado perdido [com as trocas de comando] e por isso me procurou. Ele é um homem bem intencionado e merece todo o direito da presunção da inocência. Errar todos nós erramos. Mas isso será julgado pela Justiça, afirmou Lacerda em depoimento que corre neste momento na Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.

A intenção (da Abin ajudar a PF na Operação Satiagraha) foi das melhores. "Achei que estávamos fazendo algo útil ao ajudar a PF", garantiu.

Protógenes esteve à frente da Operação Satiagraha e foi responsável pelas prisões do sócio-fundador do Opportunity, Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta - todos acusados de crimes financeiros.

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