Partex anuncia em março comercialidade de 5 campos em Potiguar

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A portuguesa Partex, parceira da Petrobras em projetos petrolíferos no Brasil e em Portugal, pretende anunciar ainda este mês a comercilaidade de cinco campos terrestres na bacia Potiguar, em que é parceira da estatal brasileira, afirmou nessa quarta-feira Álvaro Ribeiro, diretor da Partex. Segundo ele, há dois anos a Partex realiza Testes de Longa Duração (TLDs) nessas áreas no Nordeste do Brasil para avaliar o potencial dos reservatórios.

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"Isso está no forno e há uma boa possibilidade que isso ( a declaração de comercialidade) aconteça... o mês de março ainda não acabou", disse o executivo a jornalistas, após participar do seminário Global Pacifice Partners.

"Os volumes não são muito grandes, mas são razoáveis. Cria um impacto econômico importante", acrescentou Ribeiro, sem revelar o volume da produção com os testes.

A Partex é operadora dos blocos na bacia Potiguar e a Petrobras é a sua parceira nas cinco áreas terrestres, sendo que cada empresa tem cinquenta por cento de cada campo. No último leilão da ANP, a petroleira portuguesa arrematou outros dois blocos na mesma bacia.

Segundo Ribeiro, o petróleo extraído nos TLDs já são vendidos para a Petrobras e, a partir da declaração da comercialidade, o petróleo continuará a ser vendido à estatal brasileira.

"Já produzimos há quase dois anos e vamos vender para a Petrobras. Já está definido", afirmou ele.

A Partex está no Brasil desde 2002 e tem 12 blocos no país, sendo a maioria em parceira com a Petrobras. A empresa é também sócia da BG no campo de Parati (BMS-10) no pré-sal da bacia de Santos, no qual a Petrobras é operadora com 65 por cento.

Ribeiro não quis comentar sobre os ativos do pré-sal.

O executivo minimizou a demora sobre a definição sobre o novo marco regulatório do prés-sal, ao declarar que a Partex "veio para ficar no Brasil".

"Estamos desde de 2002 e vamos devagarinho. Viemos para ficar e até somos sócios da Petrobras em Portugal", disse.

"Estamos na análise sísmica em Portugal. É importante para a Petrobras também colocar um pé na Europa", avaliou.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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