Parquinhos públicos de SP oferecem riscos às crianças

Brincar nos parquinhos instalados em parques públicos da capital não é totalmente seguro para as crianças. Malconservados, sujos e com pisos inadequados, os brinquedos requerem vigilância redobrada dos pais ou responsáveis para não virarem armadilhas.

Agência Estado |

Ciente dessa situação, a Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente prepara uma grande licitação para a troca de mais de 16 tipos de brinquedos nos 33 parques municipais, o que deve levar de seis a oito meses. Valores ainda dependem da finalização do edital.

A reportagem visitou dez parques - Água Branca, Piqueri, Carmo, Aclimação, Ibirapuera, Trote e Linear de Sapopemba, municipais, e Villa Lobos, Horto Florestal e Independência, estaduais. Nove apresentam vários tipos de problemas. A única exceção foi o Parque do Trote, na Vila Guilherme, zona norte, não porque os brinquedos estivessem adequados: o local simplesmente não tem parte dos equipamentos, que ficavam perto da entrada. Os antigos, doados, estavam tão estragados que tiveram de ser retirados.

Já no Parque do Ibirapuera, o mais visitado da cidade, onde circulam 130 mil pessoas nos fins de semana, duas gangorras estão sem os assentos e com pregos enferrujados expostos. Em outra, um "jeitinho": a gangorra também está com a madeira exposta e rachada, mas os pregos foram martelados. Parte dos balanços, quebrados, estava interditada com uma fita plástica, que foi levada pela chuva na semana passada. Assim, os brinquedos, tortos e enferrujados, podem ser usados por qualquer um.

No Parque Estadual Fernando Costa (Água Branca), em Perdizes, que pertence à Secretaria Estadual de Agricultura e sedia vários órgãos estaduais, os brinquedos "nadam" em uma piscina de terra dura e pedras. Estão enferrujados, soltando lascas de madeira e quebrados em meio à sujeira. Embaixo do balanço, onde deveria haver areia ou grama, só barro - um convite para acidentes. Já no Parque do Piqueri, no Tatuapé, zona leste, os brinquedos estão tão antigos e abandonados que alguns têm teias de aranha.

São apenas alguns (maus) exemplos. "A grande maioria dos acidentes em parques é relacionada a quedas", diz Ingrid Stammer, coordenadora de projetos da organização não-governamental (ONG) Criança Segura. As quedas, diz a coordenadora, representam 55% das hospitalizações de crianças de até 14 anos. Por ano, segundo o Ministério da Saúde, ocorrem no País 6 mil mortes e 140 mil internações, nessa faixa etária. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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