Paróquia prepara homenagens ao padre que voou com balões

CURITIBA - Fiéis da diocese de São Cristóvão, na cidade de Paranaguá, preparam uma série de homenagens para o padre Adelir De Carli, que desapareceu em abril aos tentar voar com balões e teve partes de seu corpo encontradas a alguns quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro.

Redação |

Segundo o padre Bruno Bach, que substituiu De Carli na coordenação da diocese, quando o corpo chegar à cidade de Paranaguá, provavelmente nesta quinta-feira, será recebido com uma celebração de todos os padres da diocese.

Bach disse, ainda, que o corpo será sepultado na cidade de Ampere, no Paraná.

O padre, de 41 anos, havia saído do Paraná, no dia 20 de abril. Seu objetivo era voar, preso a balões, até o Mato Grosso do Sul, mas desapareceu dois dias depois.

O caso

O religioso levantou vôo por volta das 13h do dia 20 de abril, próximo à Paróquia São Cristóvão, onde exerce o sacerdócio, em Paranaguá, no litoral paranaense, em meio à chuva.

A intenção era seguir em direção ao interior do Paraná. No entanto, depois de subir mais de 5 mil metros, o experimento, composto de uma cadeira suspensa por mil balões, desviou-se provavelmente em direção ao litoral catarinense. No último contato do padre, por volta das 21 horas do mesmo dia, ele disse que estava pousando no mar, a cerca de 20 quilômetros da costa.

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A Marinha, a Aeronáutica e o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de Santa Catarina iniciaram os trabalhos tão logo receberam as primeiras informações sobre as dificuldades enfrentadas pelo religioso.

No momento em que ele avisou estar pousando no mar, os ventos eram de 60 quilômetros por hora e as ondas ultrapassavam seis metros de altura.

A Aeronáutica colocou um avião de patrulha no trabalho. Durante os primeiros quatro dias de buscas ele fez 31 horas de vôo, consumindo 8.989 litros de combustível. No mercado, o litro de combustível para avião custa R$ 3,20.

Os maiores gastos - em torno de R$ 520 mil - foram desse órgão que manteve em atividade um rebocador de alto-mar, um navio hidro-oceânico, um helicóptero e lanchas. O restante foi gasto em alimentação, telefonemas e outras despesas.

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