carta do ex-ativista Cesare Battisti, na qual o italiano pede perdão aos cidadãos do seu país pelos atos que cometeu durante a luta armada." / pedido de perdão de Battisti - Brasil - iG" / carta do ex-ativista Cesare Battisti, na qual o italiano pede perdão aos cidadãos do seu país pelos atos que cometeu durante a luta armada." /

Parlamentares italianos criticam pedido de perdão de Battisti

ROMA - O líder da coalizão Povo da Liberdade (PDL) no Senado, Maurizio Gasparri, criticou nesta sexta-feira a http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/02/19/em+carta+battisti+pede+que+italia+mostre+seu+lado+cristao+ao+julga+lo+4174951.htmlcarta do ex-ativista Cesare Battisti, na qual o italiano pede perdão aos cidadãos do seu país pelos atos que cometeu durante a luta armada.

Ansa |

No texto, lido nesta quinta-feira pelo senador brasileiro José Nery (PSOL-PA) no Plenário, Battisti pede que os italianos os perdoem e que a Itália mostre seu 'lado cristão', pois "o perdão é um ato de nobreza".

"Queremos perguntar a Battisti de que coisa a Itália deveria perdoá-lo. Pelos homicídios brutais que ele cometeu? Se for por isso, então significa que ele admite (os crimes). E se admite, está disposto a vir para a Itália pedir publicamente desculpa pelas atrocidades que cometeu?", indagou Gasparri.

"Onde estava sua fé cristã enquanto matava inocentes? Ao invés de escrever cartas ridículas, comece a cumprir sua pena na prisão do nosso país. Talvez assim, com a devida humildade, Battisti poderá novamente pedir perdão aos familiares das pessoas que ele e seus companheiros mataram", afirmou o líder da bancada do PDL no Senado.

AP

Battisti preso no Brasil em 2007

O documento de oito páginas, escrito à mão pelo italiano que está preso desde 2007 no Brasil, foi levado a Plenário na última quinta-feira pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que pediu a Nery que o lesse.

"Cesare Battisti ainda quer se mostrar franco, diferente dos seus companheiros que estão cumprindo a pena pelos brutais homicídios cometidos. Sua carta é uma astúcia vergonhosa, a extrema tentativa de fugir de um retorno à Justiça italiana", disse a deputada Michaela Biancofiore (PDL) reprimindo o texto.

Para ela, "pedir perdão à Itália cristã sem um real arrependimento pelos vários homicídios, é absolutamente inaceitável".

Battisti é condenado na Itália à prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). O ex-ativista de esquerda recebeu refúgio político do Brasil no último mês.

O caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá se o ex-membro do PAC deve retornar a seu país ou permanece no Brasil, neste caso como refugiado político.

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