Parlamentares estudam desvincular corregedoria

Parlamentares iniciaram uma articulação para desvincular as funções de segundo vice-presidente e corregedor, hoje acumuladas pelo deputado Edmar Moreira (DEM-MG). A ideia é criar um órgão específico, como existem hoje a Procuradoria e a Ouvidoria da Câmara.

Agência Estado |

“A Casa não dispõe de corregedoria e de uma estrutura para tratar de questões disciplinares. Existe o corregedor, mas não existe a corregedoria”, afirmou o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), autor de projeto de resolução apresentado ontem para mudar o regimento interno e desvincular a corregedoria da segunda vice-presidência. Cabe ao corregedor analisar denúncias contra deputados e encaminhar à Mesa Diretora, que pode ou não mandar o caso ao Conselho de Ética.

Havia uma tendência entre os integrantes da Mesa e os líderes partidários de levar adiante a ideia e submeter o projeto ao plenário, em regime de urgência, na próxima terça-feira. Jungmann conversou com Edmar Moreira sobre o projeto e disse que a iniciativa corrigiria uma “falha do regimento”. Moreira foi candidato à segunda vice-presidência da Câmara à revelia de próprio seu partido. Ele venceu o concorrente oficial do DEM, Vic Pires Franco (PA).

Moreira foi denunciado pelo Ministério Público por apropriação indevida de contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recolhidas por funcionários de uma empresa de vigilância que teve durante mais de 30 anos. Além disso, há uma série de dúvidas sobre a propriedade do prédio em forma de castelo construído pelo parlamentar nos anos 80, com valor estimado entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões. O imóvel tem 36 suítes com hidromassagem e torres, uma delas com oito andares.

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