Parentes de jovens do Morro da Providência assassinados pedem proteção a Vannuchi

RIO DE JANEIRO - O medo de sofrerem represálias por parte dos militares do Exército que fazem a segurança em um projeto social levou parentes de dois dos três jovens do Morro da Providência assassinados por traficantes a pedirem proteção ao ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi. Ele se encontrou na tarde desta sexta-feira no alto do morro com moradores e parentes dos três rapazes mortos.

Agência Brasil |

A primeira providência será cuidar de programas de proteção a duas mães que solicitaram, porque têm seus parentes ou filhos ameaçados de morte, disse Vannuchi.

O programa de proteção obriga a mudança de endereço, inclusive para outros estados.

O defensor público da União André Ordacgy, que participou da reunião, ponderou que o melhor é esperar o desenrolar dos acontecimentos, pois, segundo ele, ao ingressar no programa as famílias terão suas vidas completamente mudadas, perdendo contatos de toda ordem e amigos.

Não pode ser uma decisão irrefletida. Tem que amadurecer, pois já existe determinação legal limitando a ação do Exército à parte baixa do morro. O único caso em que se aconselha a entrada no programa é se há risco imediato, disse o defensor.

Vannuchi esteve no Morro da Providência acompanhado do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Gilda Pereira de Carvalho, e do ouvidor nacional dos Direitos Humanos, Fermino Fechio.

Mais cedo, eles se reuniram com militares do Comando Militar do Leste (CML) e com os policiais responsáveis pelo caso.

A Secretaria especial dos Direitos Humanos criou uma comissão especial para acompanhar as investigações.

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