Parentes de austríaca morta são denunciadas no RJ

Oito meses após a morte da austríaca Sophie Zanger, de 4 anos, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou por crime de tortura qualificada e lesão corporal grave a tia e a prima da criança. De acordo com o promotor Luiz Antonio Ayres, por dois meses, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico, por espancamento, com emprego de violência, que resultou nas graves lesões verificadas no corpo de Sophie constatadas pelo exame cadavérico.

Agência Estado |

O promotor pretende ouvir 16 pessoas para saber se a tortura teve influência na morte da criança ou se a menina caiu no banheiro, conforme alegam as acusadas. O depoimento da testemunha chave, R. de 12 anos, deve ser feito por carta rogatória já que ele saiu do país e reside hoje na Áustria. "Acredito que a conclusão será rápida. O único problema é a tramitação da carta, que leva em média seis meses", afirmou o promotor.

Sophie morreu no dia 19 de junho de 2009, no Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, uma semana após ser internada na Unidade de Pronto Atendimento de Santa Cruz, na zona oeste, com trauma cranioencefálico e hematomas pelo corpo. A tia da criança, Geovana dos Santos, de 42 anos, e a filha dela, Lílian dos Santos, de 21, foram indiciadas pela polícia por crime de tortura seguido de morte.

A criança veio da Áustria com a mãe Maristela dos Santos Leite, que tem problemas mentais, sem a autorização do pai, para morar com a irmã, que a expulsou de casa em dezembro de 2008 e obteve a guarda de Sophie. Uma falsa acusação de abuso sexual fez com que a Justiça mantivesse as crianças no Brasil sob a guarda de Geovana.

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