Parasitas: MP acusa empresa de produzir editais

SÃO PAULO - A Home Care Medical Ltda. produziu contratos para as licitações de que participaria a fim de gerenciar a área de saúde de prefeituras em três Estados. A acusação é do Ministério Público Estadual com base em documentos apreendidos na sede da empresa suspeita de participar da máfia dos parasitas.

Agência Estado |

Entre eles está o contrato supostamente produzido pela Home Care em nome da administração petista de São Carlos, que seria assinado pelo vencedor da licitação no município. A cidade é uma das 26 em que, segundo os investigadores do caso, a Home Care investiu em ajuda para candidatos municipais apoiados pelos criminosos nas últimas eleições.

Planilha apreendida mostra, segundo a acusação, a suposta doação ilegal de R$ 100 mil a Oswaldo Barba (PT), o prefeito eleito da cidade. O contrato e a licitação fariam parte do toma-lá-dá-cá entre os empresários investigados e os políticos citados nos documentos encontrados na sede da Home Care, em 30 de outubro, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo denúncia do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, as apreensões mostram que a quadrilha elaborava de próprio punho minutas dos editais de licitação (que não poderiam sair do âmbito interno e reservado da administração pública), interferindo diretamente nos procedimentos licitatórios presenciais, fraudando a moralidade e a lisura que deveriam norteá-los.

A defesa dos donos da Home Care, os empresário Renato Pereira Júnior e Marcos Agostinho Paioli Cardoso, diz que as acusações são vazias. Em nota oficial, a Prefeitura de São Carlos informou que nunca foi efetuada qualquer compra ou celebrado qualquer contrato com a Home Care. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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