Paralisação de ônibus em São Paulo termina após 7 horas

SÃO PAULO - Os sete mil trabalhadores, entre motoristas e cobradores de ônibus, da Viação Sambaíba voltaram ao trabalho por volta das 11h15 desta quinta-feira na capital paulista, após uma paralisação que durou mais de 7 horas. Cerca de 620 mil usuários de transporte público na zona norte de São Paulo foram prejudicados com a greve.

Redação |

A expectativa do Sindicato dos Condutores de São Paulo é que a circulação dos 1.500 ônibus, que realizam 143 linhas diferentes, seja normalizada até o final da tarde. 

Para tentar minimizar os trantornos decorrentes da paralisação, a São Paulo Transportes (SPTrans) acionou o Plano de Apoio Entre Empresas Frente a Situações de Emergência (Paese) e enviou ônibus de outras linhas e viações para a região. Cerca de 490 ônibus atendem metade do efetivo da viação Sambaíba, ou seja, 70 linhas.

Segundo a SPTrans, o plano de emergência ainda continua e só será encerrado quando todas as linhas da Sambaíba estiverem funcionando.

Filas

Funcionários na garagem da viação, na madrugada, para decidir greve / AE

Pela manhã, os pontos de ônibus e terminais ficaram lotados. Houve relatos de pessoas que esperaram mais de 1h para conseguir embarcar. Os bairros mais prejudicados foram Santana, Tucuruvi, Freguesia do Ó, Vila Guilherme e Vila Maria.

Nova reunião

De acordo com o sindicato, as diretorias da entidade e da Viação Sambaíba decidiram liberar os funcionários e voltarão a discutir as reivindicações no período da tarde. Eles se encontrarão com representantes da Secretaria de Transportes, na própria sede da secretaria.

Uma assembleia já está marcada com os trabalhadores para a madrugada de amanhã para o repasse das propostas.

O sindicato afirma que a direção do grupo não quer cumprir as cláusulas sobre vale refeição, adiantamento de 60% do salário para quem sofre acidente de trabalho ou adoece e precisa ficar afastado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de adiantamento salarial de três meses. Neste caso, o funcionário tem como obrigação ressarcir a empresa assim que retornar ao posto. Outro fato alegado pelos representantes da categoria é um suposto superfaturamento em orçamentos referentes a avarias nos veículos.

(*com informações da Agência Estado)

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