Paralisação de funcionários dos Correios atinge 23 Estados, diz sindicato

SÃO PAULO - O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos de SP (Sintect-SP) contabiliza a adesão de funcionários de 23 Estados e do Distrito Federal à greve dos Correios que teve início a zero hora desta terça-feira. Segundo Vágner Nascimento, Diretor Financeiro do sindicato, a adesão foi de aproximadamente 80% dos trabalhadores. A assessoria dos Correios nega a informação e fala em um número bem menor, cerca de 20%.

Redação com Agência Brasil |

De acordo com o secretário-geral da Federação Nacional em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), Manoel Cantoara, a expectativa é de que o movimento cresça ainda mais. Para ele, o nível de insatisfação com relação ao não-cumprimento de acordo feito com o Ministério das Comunicações sobre um adicional de periculosidade deixou muita gente indignada.

Segundo Vágner, decidiram entrar em greve os servidores de todos os Estados, com excessão de Espírito Santo, Roraima, Piauí e Minas Gerais.

Os servidores dos Correios reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

Segundo o sindicato, esse adicional de periculosidade, dado desde dezembro de 2007, seria incorporado ao salário a partir de abril deste ano, mas o presidente dos Correios se negou a pagar o que havia sido combinado.

Hoje, por volta das 15h, o sindicato se reunirá em assembléia para discutir os rumos da paralisação.

O único serviço que foi comprometido foi o de distribuição de cartas, os demais, como pagamentos de contas, envio de correspondências e demais realizados nas agências continuam a vigorar normalmente. 

Não há previsão para o término da greve.

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