Parada Gay agita São Paulo neste domingo; veja as fotos

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo foi o palco da 13º Parada do Orgulho Gay, a maior manifestação desse tipo no mundo. Cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo previsões dos organizadores, entre ativistas e simpatizantes, seguiram em caminhada da avenida Paulista até o centro da capital. No centro da cidade, diversas feiras e eventos acontecem até o fim da noite.

Redação com agências |

A passagem do último trio elétrico em frente à igreja da Consolação, na praça Roosevelt, ponto final do percurso, ocorreu no fim da tarde. Em cerca de cinco horas e meia, 19 trios percorreram a avenida Paulista, rua da Consolação e praça Roosevelt, na região central.

O transformista que se identifica como Sarah Fyffer deixou a pequena cidade de Jacareí, a cerca de 70 quilômetros da capital, na manhã deste domingo para participar da Parada Gay. Há seis anos, Sarah faz a mesma viagem para protestar contra o preconceito e a homofobia. "Acho importante mostrar para a sociedade que somos seres humanos. A Parada serve para combater o preconceito", disse.

Segundo Sarah, a Parada Gay perdeu um pouco do seu contexto de lutar contra a violência e o preconceito. "Virou um circo, vem muito heterossexual só para brincar e se divertir. Não somos atração turística, a Parada é importante para conscientizar as pessoas", completou. Para Sarah, é importante que se combata o preconceito em todas as cidades do país, não apenas com um evento e, sim, com ações diárias.

O transformista que se identifica como Karol Basfonde também foi à Parada Gay para levar a mensagem contra o preconceito e a homofobia. Para Karol, a homofobia deveria ser considerada crime, como acontece com o racismo. "Uma pessoa que agride homossexuais é perigosa para toda a sociedade e deve ser punida. A homofobia é um crime contra todos nós", disse. Basfonde também acredita que a manifestação é importante para que as pessoas se acostumem com os homossexuais. "Se todos entenderem que somos iguais, não existirá mais crimes", completou.

Ao menos mil policiais fizeram a segurança do evento, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O esquema de segurança ficou a cargo das Polícias Civil e Militar, que dividiram seus efetivos entre a avenida Paulista e a praça Roosevelt.

AE
Parada Gay vai da avenida Paulista até o centro da cidade

A Guarda Civil Metropolitana complementou o trabalho policial com a fiscalização das vendas de bebidas, a repressão ao comércio de drogas e o controle do trânsito.

A dona de casa Patrícia Francatti levou os filhos Ariane, de sete anos, e Gustavo, de 11, para a avenida Paulista. Há três anos a família Francatti frequenta a Parada Gay. Segundo a dona de casa, esta é uma maneira que ela encontrou para ensinar aos filhos que é preciso respeitar a todos de maneira igual. "A minha filha pergunta se é homem ou mulher e eu digo que são todos seres humanos", afirmou. O menino Gustavo ficou impressionado com a quantidade de trios: 20. "Estou me divertindo muito, são todos muito legais", opinou.

A garotinha usava uma peruca cor de rosa e fez sucesso com os homossexuais, que pediram autorização para tirar fotos com Ariane e elogiaram a iniciativa de Patrícia. "Arrasou!", brincou um manifestante. Para a dona de casa, o domingo colorido serviu para mostrar aos filhos que "todo mundo tem o seu espaço". "Nós os respeitamos e eles nos respeitam também", ressaltou.

A capital paulista recebeu cerca de 400 mil turistas que deixarão quase R$ 200 milhões na cidade.

Parada Gay atrai turistas para São Paulo

(com informações da Agência Estado e Agência Brasil)

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