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Para Yeda, meta maior de denúncias é atacar e agredir

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), emitiu nota hoje em que reafirma a obrigação de responsabilizar os que, na ânsia de atacar e agredir, afrontam a verdade e violentam a imagem de pessoas e instituições. Na nota, ela não especifica quais seriam os alvos do governo, que hoje foi sacudido pela divulgação de que o Ministério Público Federal enviou para a Procuradoria-Geral do órgão, em Brasília, relato do empresário Lair Ferst com 20 supostas irregularidades na campanha eleitoral e na gestão tucana.

Agência Estado |

Yeda participou esta manhã de reunião do secretariado, que estava previamente agendada, e deixou o local do encontro, no Centro Administrativo do Estado, sem conceder entrevistas. Secretários que participaram da reunião disseram, ao final, que foi discutida apenas a reforma dos planos de carreira do funcionalismo e defenderam que as denúncias - publicadas hoje pelo jornal "Zero Hora" - são repetidas, sem provas e não irão afetar o andamento do governo. "Não há nada de novo na divulgação do referido jornal", diz o governo, na nota.

"Todas as supostas denúncias são fatos já mencionados no passado, sem qualquer comprovação, com o claro objetivo de criar dúvida e estabelecer desconfiança na relação do governo com a sociedade", prossegue a nota, acrescentando que as contas da campanha eleitoral foram "julgadas, auditadas pelos órgãos competentes e aprovadas, o que permitiu a diplomação da governadora". A nota também afirma que o governo "aguarda com serenidade o desenvolvimento das investigações, confiando que a Justiça seja feita e respeitando todos os princípios democráticos".

O empresário Lair Ferst cita, em seu relato, suposto uso de caixa 2 durante a campanha, afirma que Yeda comprou uma casa por valor superior ao declarado - adquirida no dia 6 de dezembro de 2006, pouco antes que ela assumisse o cargo - e que houve pagamento de propina a integrantes do governo ligados ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O governo lembra, na nota, que a compra da casa foi avaliada pelo Ministério Público Estadual e o órgão arquivou representação por concluir que não houve prática de crime.

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