A proposta de emenda constitucional que prevê o aumento do número de vereadores mas obriga Casas Legislativas Municipais a cortar suas despesas em 36% deve ser desmembrada, defendeu o presidente da União dos Vereadores do Estado de São Paulo (Uvesp), Sebastião Misiara. Ele avaliou que o projeto de redução dos gastos, da forma como está proposto, é cheio de vícios e irá provocar uma distorção significativa no legislativo brasileiro.

Misiara argumentou que o aumento de vereadores é necessário e precisa ser aprovado pelo Senado até dia 20 de junho para vigorar já nas eleições deste ano. "Já o corte de despesas, como pode ser votado até o final do ano, se discute até dezembro", propôs, durante entrevista concedida hoje à Rede Eldorado.

Isso porque, segundo ele, abrirá pode facilitar a corrupção: "Os vereadores ficarão dependentes do executivo que por sua vez, dependendo da vontade e do caráter do prefeito, pode ser a Câmara transformada em um cartório de homologação das decisões do executivo", explicou. Ele questionou também o fato do repasse aos vereadores ser estabelecido com base no índice monetário, quando o adequado seria no índice populacional.

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