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Para UnB, saída de reitor é inegociável

BRASÍLIA - A saída do reitor Timothy Mulholland é inegociável, afirma nota da UnB divulgada em resposta à ocupação de todo o prédio da Reitoria deflagrada à tarde por cerca de 600 estudantes que forçaram a barreira formada por seguranças. O movimento foi decidido em assembléia de cerca de 1.

Agência Estado |

300 alunos iniciada por volta das 15h30, pouco depois de terminado o prazo dado pela Justiça para que o prédio fosse desocupado.

Os estudantes invadiram a sala do reitor na quinta-feira passada, pedindo sua renúncia por causa das acusações de ter usado verbas destinadas à pesquisa na decoração do apartamento funcional da Reitoria, que já desocupou. Durante o confronto de hoje, em que os alunos usaram cadeiras para ocupar todo o prédio, seis seguranças e alguns estudantes sofreram ferimentos leves.

Em nota, os estudantes reconhecem que houve excessos de lado a lado, acentuam "o caráter pacífico e legítimo" da ocupação e enfatizam que mantêm a reivindicação de afastamento do reitor e também do vice-reitor, Edgar Mamya. "A ocupação está respaldada pela maior assembléia dos últimos anos", afirmam na nota os estudantes, que querem ainda eleições paritárias para reitor (peso de um voto para professores e alunos) e a religação da água e da energia elétrica, novamente cortadas no final da tarde.

No fim da manhã, a UnB divulgara carta com 11 propostas para o fim da ocupação, mas nenhuma delas foi aceita pelos alunos, que têm parte da alimentação e objetos pessoais fornecida por uma cesta içada do térreo até o último andar do prédio da Reitoria. A Justiça concedeu, na semana passada, reintegração de posse do prédio da Reitoria e fixou multa de R$ 5 mil por hora para os estudantes em caso de desobediência da determinação. A Polícia Federal tentou por três vezes cumprir o mandado, mas até agora não obteve sucesso.

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