Para Temer, Legislativo não deveria editar tantas Leis

BRASÍLIA - O candidato do PMDB à presidência da Câmara, deputado Michel Temer (SP), disse que, caso seja eleito no início do ano que vem, vai inverter a lógica de que um parlamento bom é o que faz muitas Leis. Para ele, o excesso cria uma instabilidade institucional e acaba por fragilizar a relação entre os três poderes.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"Vamos ter a coragem, que o Arlindo já está tendo, de acabar com Leis a todo momento. De pensar que o Legislativo só é eficiente se produzir 300, 400 leis. Esquece-se o conceito de que o direito é para regular. Na Suécia, num ano, foram editadas 12 novas Leis. Teve revolta popular porque consideraram que aquilo criava uma instabilidade", disse.

Em seu discurso Temer criticou o dedo do judiciário fora de suas atribuições Legais. Ele citou como exemplo a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), que editou uma lista dos candidatos "ficha-suja" antes das eleições.

"Quando se criou a divisão entre os poderes, a idéia era de um judiciário isento para julgar. Como é possível um judiciário quando ele previamente chama alguém de ficha-suja?", ponderou.

Por fim, Temer disse que está no PMDB desde 1976 e que nunca presenciou tamanha unidade na sigla como na escolha de seu nome para disputar a presidência da Câmara. "Quero agradecer a todos e à unidade extraordinária do PMDB. As intrigas acabaram. Não existe mais a história que de um lado é o PMDB da Câmara e do outro do Senado", pontuou.

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