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Para Tarso, prisão de diretor da PF foi desnecessária

O ministro da Justiça, Tarso Genro, informou hoje que foi desnecessária a determinação de prisão do diretor-executivo afastado da Polícia Federal, delegado Romero Menezes, pelo Ministério Público. Isto porque, na avaliação do ministro, Menezes não representava nenhum perigo para a investigação e a detenção era apenas para a coleta de provas.

Agência Estado |

"Sendo o doutor Romero dirigente da PF, bastava o seu afastamento do cargo, o que foi feito. Com isso, ele não teria qualquer influência nas investigações", afirmou Genro, em entrevista no ministério. Ele lembrou que todas as diligências determinadas pela Justiça, na casa do delegado e no seu gabinete de trabalho, foram realizadas enquanto Romero estava depondo. O delegado foi solto na madrugada de hoje depois que a prisão foi revogada pela Justiça Federal.

Genro disse que reclamou com o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, da decisão do Ministério Público do Amapá de mandar prender o delegado. Na conversa, segundo relato do ministro, ele destacou ao procurador-geral que a atuação do Ministério Público tem sido respeitável e que esse episódio não vai interferir nas relações das duas instituições, mas que não havia qualquer fundamento para justificar a necessidade da prisão.

O procurador, segundo Genro, disse que vai examinar o caso e perguntou se ele não queria fazer uma representação formal, por escrito, ao Conselho Nacional do Ministério Público. Genro recusou. Disse que prefere aguardar as investigações do inquérito que apuram o envolvimento do delegado nas acusações de tráfico de influência, corrupção passiva e advocacia administrativa.

"Houve um equívoco, um juízo de valor, mas o Ministério Público não cometeu nenhuma ilegalidade. O evento serve de lição para aprimorar as relações do Ministério Público com a PF", disse o ministro. Ele admitiu que existe um sentimento de insatisfação por parte dele e da Polícia Federal com o episódio, pelo juízo que existe dentro da corporação de que a prisão do delegado foi desnecessária. "Mas isso não vai afetar a nossa relação com o Ministério Público nem a determinação da PF em cumprir ordens judiciais. A PF cumpre integral e estritamente as ordens judiciais. Não hesita em cortar na própria carne para cumprir a lei, mesmo que isso represente sofrimento pessoal", concluiu o ministro.

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