Número 2 da PF deixa prisão em Brasília" / Número 2 da PF deixa prisão em Brasília" /

Para Tarso, afastamento de número 2 da PF seria suficiente

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, que a prisão do diretor-executivo da Polícia Federal (PF), Romero Menezes, na última terça-feira, foi desnecessária. Para ele, bastaria o juiz pedir o afastamento do cargo. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/09/17/numero_2_da_pf_deixa_prisao_em_brasilia_1863933.html target=_topNúmero 2 da PF deixa prisão em Brasília

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

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Tarso, porém, destacou que todo o procedimento se deu dentro da lei. "Se houve excesso de juizo de valor ou não, eu não sei. Apenas quero deixar claro que tudo foi feito dentro da legalidade. Se o Romero [Menezes] tiver culpa, ele vai responder por seus atos", disse. 

Tarso ressaltou ainda seu desejo de que as acusações contra Menezes sobre favorecimento ao irmão em curso da Polícia Federal para ingresso no ramo de vigilância sejam infundadas. "Eu não posso garantir nada, mas as investigações estão sendo feitas. Qualquer juízo de culpabilidade ou inocência seria antecipado neste momento", declarou.

Tarso reconheceu que houve constrangimento e surpresa na prisão do segundo homem na hierarquia da PF. "Um funcionário de trinta anos de carreira agora está sendo investigado", avaliou. Mas ele defendeu que o inquérito seja rigoroso, "tanto para a PF quanto para nós e sociedade".

O ministro informou também que conversou com Menezes na noite de terça-feira. O diretor teria garantido a Tarso que comprovaria sua inocência.

Menezes foi preso na terça-feira sob a suspeita de favorecer o irmão, gerente de uma empresa que presta serviços à MMX, companhia controlada por Eike Batista. A investigação é fruto de um desdobramento da Operação Toque de Midas, que apurou irregularidades na licitação de uma ferrovia no Amapá, vencida pela MMX.

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