O executivo-chefe da fabricante sueca de aviões Saab, Aake Svensson, afirmou que o contrato de bilhões de dólares para fornecer caças à Força Aérea Brasileira (FAB) será político. É sempre uma decisão política e é por isso que é muito difícil prever o resultado, afirmou Svensson à agência de notícias do país europeu TT, em Brasília.

Ele integra a delegação sueca que visita o Brasil esta semana, chefiada pelo rei Carl Gustaf e pela rainha Silvia. O grupo também inclui o ministro da Defesa, Sten Tolgfors, e líderes empresariais da Suécia.

O caça Gripen da Saab seria o modelo preferido da FAB, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, têm dito repetidamente que preferem o jato Rafale, da francesa Dassault. O modelo F-18 da Boeing parece estar fora do páreo por causa das dúvidas do governo brasileiro em torno da transferência total da tecnologia que está sendo exigida como parte do acordo.

Svensson afirmou que os caças Gripen estão na frente dos concorrentes nas avaliações de preço e tecnologia, mas destacou que isso pode não ser suficiente para assegurar um acordo. "Esta é uma decisão política que, no final, o presidente Lula vai fazer."


A companhia vencedora irá fornecer 36 caças ao Brasil por um valor inicial entre US$ 4 bilhões e US$ 10 bilhões, com a possibilidade de serem adicionados mais aviões no futuro. A conclusão do negócio deve ser anunciada nas próximas duas semanas. As informações são da Dow Jones.

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