pacífico - Brasil - iG" /

Para Stephanes, protesto da Via Campesina foi pacífico

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, classificou no final da tarde de hoje a manifestação das mulheres da Via Campesina como pacífico. O movimento chegou, mostrou suas reivindicações e não interrompeu as atividades do ministério, afirmou.

Agência Estado |

Hoje de manhã um grupo de mulheres ligadas à Via Campesina invadiu o térreo do prédio do Ministério da Agricultura para protestar contra o atual modelo de financiamento à produção, contra a lentidão do governo no programa de reforma agrária e contra o modelo nacional de exportação de commodities. A invasão durou cerca de cinco horas e não interrompeu o funcionamento do ministério.

Stephanes salientou que o agronegócio é formado também por pequenos agricultores. Ele ponderou que a Cooperativa de Campo Mourão (Coamo), uma das principais cooperativas do Paraná, tem entre seus filiados agricultores familiares. Segundo ele, a agricultura nos Estados do Sul é formada em sua base por agricultores familiares. O ministro disse que a crítica ao modelo de exportação do País é um assunto que "não está em pauta", já que a produção agrícola nacional é suficiente para garantir a exportação e o abastecimento interno.

Sobre a questão da falta de crédito, Stephanes disse que outros fatores podem ter influenciado a decisão dos produtores de não plantar. "Não é só a falta de dinheiro. Pode ter faltado assistência, condições de mercado ou preparo dos produtores", afirmou. Ainda sobre o assunto, o ministro disse que as mulheres que invadiram hoje o prédio do ministério deveriam ter apresentado uma pauta de reivindicações com "mais foco". "Essas questões estão fora de foco, precisamos saber que tipo de agricultura não teve acesso ao crédito", declarou.

Ele comentou, ainda, que a onda de invasões do Movimento dos Sem Terra (MST), que começou na semana do carnaval, é "lamentável e gera insegurança para o agronegócio". Stephanes não quis, no entanto, se estender nessa avaliação e disse que o Ministério Público e o governo como um todo estão avaliando a questão.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG