Para Serra, Virada Social não estimulará novas revoltas

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), descartou hoje a possibilidade de que a Virada Social em Paraisópolis faça vir à tona a criminalidade em outros núcleos habitacionais, para que haja auxílio social depois de episódios violentos como o que ocorreu no início deste mês entre moradores e policiais militares na favela da zona sul paulistana. Essa relação de causalidade não existe.

Agência Estado |

Não acredito que um criminoso vá querer aparecer, ser preso, condenado para atrair uma ação social", afirmou o governador.

A Virada Social, lançada na quarta-feira, inclui 80 ações a curto, médio e longo prazos para reduzir os índices de vulnerabilidade social da área. Os serviços que serão prestados aos moradores incluem os setores de saúde, educação, habitação, cultura, lazer e cidadania. "Lá (em Paraisópolis) houve violência por parte de criminosos. O Estado atuou com firmeza, mas com prudência, tanto que não houve nenhum ferido a bala por parte da PM (Polícia Militar), embora tivesse havido feridos da PM por parte dos criminosos", disse o governador em visita a Monte Mor, a 120 quilômetros de São Paulo.

"Nós estamos ampliando os programas de transferência de renda, como o Ação Jovem e o Renda Cidadã, estamos criando um centro da cidadania", afirmou. "A melhor maneira de garantir a segurança é atuar duramente contra os criminosos e ao mesmo tempo fazer um trabalho social junto à grande maioria da população que não quer saber do crime", disse Serra.

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