Para secretário, ex-diretor de Bangu 3 errou ao dispensar seguranças

RIO DE JANEIRO ¿ Em audiência realizada na manhã desta sexta-feira na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o secretário estadual de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro de Carvalho, culpou o ex-diretor de Bangu 3, José Roberto do Amaral Lourenço, pelo próprio assassinato.

Redação |

Acordo Ortográfico O tenente-coronel Lourenço foi assassinado em 16 de outubro com mais de 60 tiros. Carvalho disse que a culpa foi do próprio ex-diretor, que abriu mão da escolta dos dois policiais militares que faziam sua segurança. O secretário disse ainda que há pelo menos um ano e meio o disque-denúncia vinha recebendo ligações falando em atentados contra o tenente-coronel.

Ainda sobre o assassinato do ex-diretor de Bangu 3, o delegado da divisão de homicídios da Polícia Civil, Roberto de Souza Cardoso, mencionou já ter provas concretas contra quatro suspeitos de terem participado da execução e que pedidos de prisão preventiva já foram decretados. Três deles estão presos em Mato Grosso do Sul e o quarto está foragido. Segundo Cardoso, todos os participantes integram uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro e que já se conhece o mandante do atentado.

"Estamos com as provas e exatamente por isso pedimos a prisão preventiva de todos eles. Um dos criminosos ainda encontra-se foragido, mas conhecemos o paradeiro dele".

AE

Carro do tenente-coronel foi alvejado com cerca de 60 tiros, segundo a perícia

O delegado disse também que para os traficantes, a morte de Lourenço era um 'recado' por se tratar se uma referência. " Lourenço era conhecido como um diretor rigoroso que atuava na função com ética. Ele era emblemático e esta seria uma forma de 'dar um recado' às autoridades. A morte de alguém como ele causaria muito mais impacto do que se matassem outro diretor", afirmou

Assassinato

O tenente-coronel da PM José Roberto do Amaral Lourenço, diretor do presídio de Bangu 3, foi assassinado no último dia 16, quando trafegava pela Avenida Brasil, na altura de Deodoro, próximo ao Complexo de Gericinó.

Após ser abordado por bandidos que estavam em dois carros, o veículo do de Lourenço foi atingido por mais de 60 disparos de fuzil. Na hora do crime, o diretor dirigia sem escolta. Nada foi roubado.

Lourenço foi o sétimo membro da direção de presídios fluminenses a ser assassinado, desde setembro de 2000, quando a diretora de Bangu 1, Sidneyas dos Santos Jesus, foi morta a tiros na porta do prédio onde morava.

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