Para Sarney, grampo contra seu filho é um assunto menor

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), minimizou nesta quinta-feira o conteúdo de um diálogo com seu filho, o empresário Fernando Sarney. Na conversa, interceptada pela Polícia Federal e divulgada na imprensa no último fim de semana, o senador pede ao filho que use os veículos de comunicação da família para divulgar notícias contra um adversário político de ambos no Maranhão.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

De acordo com Sarney, o que foi transcrito na imprensa é "um assunto menor, uma conversa pessoal entre pai e filho. Na conversa, inclusive, ele [Fernando Sarney] se mostra mais calmo que eu, pois eu digo que ele deve se defender e ele cuidadosamente diz que está se informando melhor ates de publicar qualquer notícia, disse o senador.

Na avaliação de Sarney, não há nada neste diálogo que possa ser entendido como ilegalidade. "Se nós estivessemos num regime de realmente absoluta democracia, isso [o grampo] não existiria", afirmou.

Ainda segundo o presidente do Senado, é preciso checar as transcrições, pois ele diz não se lembrar de ter mencionado o nome da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no diálogo. Neste caso, Sarney se refere a outra reportagem na qual, também em uma conversa gravada legalmente pela Polícia Federal, ele pergunta ao filho se ele recebera informações da Abin, supostamente sobre um processo que corria sob sigilo da Justiça do Maranhão contra Fernando Sarney.

O empresário Fernando Sarney é investigado pela Polícia Federal por financiamento ilegal de campanha em 2006, quando sua irmã, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) concorreu ao governo do Maranhão. Naquele ano, Fernando sacou R$ 2 milhões a três dias do segundo turno das eleições. José Sarney não é alvo do inquérito.

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