BRASÍLIA - O depoimento do prefeito de Praia Grande (SP), Alberto Mourão, realizado na tarde desta terçca-feira, não trouxe fatos novos nem para absolver nem para condenar o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força. A avaliação é do relator do processo contra o parlamentar no Conselho de Ética da Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG).

Mourão é um dos acusados pelo Ministério Público, junto de Paulinho, de participar de um suposto esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme apontou a operação Santa Tereza da Polícia Federal. Ele negou qualquer participação no processo, que consistia numa suposta promoção de lobby junto ao Banco e cobrança de parte dos recursos liberados. 

"Ainda existem dúvidas. A cada dia aparece um fato novo, mas ainda não temos provas definitivas. Além do que, o crime é algo averiguado pela Justiça, nós estamos avaliando se existiu ou não a quebra de decoro parlamentar [que pode levar a cassação do deputado], mas ainda não está claro", disse. 

A expectativa do Conselho se deposita agora no depoimento da esposa de Paulinho, Elza Pereira, presidente da ONG Meu Guri, em que Paulinho é diretor. A Polícia suspeita que a ONG teria cometido o crime de lavagem de dinheiro. 

A mesma expectativa é compartilhada pelo presidente do Conselho, deputado Sérgio Moraes (PTB-PR). Para ele, após o depoimento de Elza será possível saber se o processo contra Paulinho vai começar a caminhar para seu desfecho. 

"Temos que ver o que a Elza vai trazer. A partir daí o quadro sobre o processo será mais claro", disse. 

Depois da esposa do deputado, o Conselho deve ouvir testemunhas de defesa de Paulinho, como o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

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