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Para produtor Leon Cakoff, abrir Festival de Veneza é um sonho

SÃO PAULO - ¿Não poderia ser melhor. É um sonho!¿. Assim o produtor do curta metragem brasileiro ¿Do Visível ao Invisível¿, Leon Cakoff, enxerga o fato de seu trabalho ter sido selecionado para abrir a 65ª edição do Festival de Veneza, que este ano será realizado entre os dias 27 de agosto e 06 de setembro. Cakoff divide a produção com Renata de Almeida. A dupla também atua na direção da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Redação |

Dirigido pelo português Manoel de Oliveira, que completa 100 anos em dezembro próximo, "Do Visível ao Invisível" ("From Visible to Invisible") é estrelado por Cakoff e pelo ator português Ricardo Trepa e em seus seis minutos discute a invisibilidade das pessoas no mundo moderno.

É preciso ter muita energia para conseguir acompanhar ao mestre Manoel. Ele é de uma vitalidade e energia admiráveis. Para mim é um constante aprendizado, afirma Leon Cakoff.

Segundo o produtor, com argumento e roteiro de Manuel de Oliveira, o curta faz parte de Mundo Invisível, um projeto colaborativo em construção da Mostra criado a partir de uma idéia original de Serginho Groisman, em parceria com a Gullane Filmes e os estúdios TeleImage.

O filme, produzido em 2005, retrata com ironia o reencontro inesperado de dois amigos ¿ um português, outro brasileiro ¿ em plena avenida Paulista. Incomodados por celulares que não param de tocar, interrompendo a conversa, eles resolvem continuar o diálogo pelo telefone. Amor, amizade, a correria da vida atual e a avalanche de aparatos de comunicação são os temas desenvolvidos com humor fino.

Tenho certeza que as platéias em Veneza virão abaixo de tanto rir. O celular é o maior dos males necessários no nosso mundo contemporâneo. Como o filme faz ver, por mais modernos que tenhamos como recursos para a comunicação, é justamente a falta de comunicação que se inscreve como um dos nossos males maiores de humanidade, diverte-se Cakoff.

O festival

A noite de abertura do festival terá, na seqüência, a exibição de "Burn After Reading", novo longa-metragem dos irmãos Ethan e Joel Coen. O filme, uma comédia de humor negro, é o primeiro trabalho da dupla após o sucesso de "Onde os Fracos Não Têm Vez" e tem George Clooney, Brad Pitt, Frances McDormand e John Malkovich no elenco.

O 65º Festival de Veneza será dedicado ao cineasta egípcio Yussef Chahine, morto em julho deste ano, e anunciou mais quatro produções brasileiras em sua programação. Na corrida pelo Leão de Ouro, principal prêmio do festival, estão Birdwatchers, do italiano Marco Bechis, e Plastic City, do chinês Yu Lik-wai, co-produções filmadas no Brasil com equipes e elenco nacionais. "Encarnação do Demônio", final da trilogia de José Mojica Marins para o personagem Zé do Caixão, e "A Erva do Rato", de Júlio Bressane e Rosa Dias com Alessandra Negrini e Selton Mello, serão exibidos em mostras paralelas.

O júri deste ano será presidido pelo cineasta alemão Wim Wenders ao lado da argentina Lucrecia Martel, John Landis e da atriz italiana Valeria Golino, entre outros. Em 2007, o festival de cinema mais antigo do mundo foi inaugurado por Desejo e Reparação, de Joe Wright, e deu o Leão de Ouro a Lust, Caution, de Ang Lee.

Veja abaixo a lista completa dos filmes em competição:

"The Wrestler", Darren Aronofsky
"The Burning Plain", Guillermo Arriaga
"Il papa di Giovanna", Pupi Avati
"Birdwatchers", Marco Bechis
"L'Autre",Patrick Mario Bernard e Pierre Trividic
"The Hurt Locker", Kathryn Bigelow
"Il seme della discordia", Pappi Corsicato
"Rachel Getting Married", Jonathan Demme
"Teza", Haile Gerima
"Paper Soldier", Aleksey German Jr
"Sut", Semih Kaplanoglu
"Achilles And The Tortoise", Takeshi Kitano
"Ponyo On The Cliff By The Sea", Hayao Miyazaki
"Vegas: Based On A True Story", Amir Naderi
"The Sky Crawlers", Oshii Mamoru

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