Para presidente do STF, laudo da PF não inocenta Abin

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira que o laudo feito pela Polícia Federal nos aparelhos de varredura da Abin não é prova definitiva de insenção da agência nos casos de grampos contra autoridades da República.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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Não obstante, o ministro chegou a questionar se realmente todos os equipamentos foram entregues à perícia, que, em relatório, descartou a possiblidade de realização de escutas clandestinas em telefones celulares.

"[O relatório] Diz pouco. Simplesmente afirma que as maletas que foram apresentadas, não sabemos se são todas as que a Abin dispõe, não teriam a possibilidade de fazer a interceptação", disse Mendes.

O ministro também comentou que em nenhum momento se afirmou que a interceptação de conversas entre membros do alto escalão da República, entre elas, uma conversa do próprio Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), foi feita pela agência.

Mesmo assim, ainda recaem dúvidas sobre o órgão, uma vez que informações dão conta de que terceiros podem ter sido contratados pelo órgão de inteligência.

"Também ninguém afirmou que a interceptação foi feita pela Abin, pela polícia, por pessoas contratadas. O que interessa é, de fato, aprofundar essas investigações, à medida que se revelam fatos de que até terceirizados foram contratados para fazer gravações", concluiu.

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