Para presidente do PSDB, escolha do vice-governador gaúcho foi um engano

BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse nesta sexta-feira que a escolha de Paulo Feijó (DEM) para o cargo de vice-governador do Rio Grande do Sul, ao lado de Yeda Crusius, foi um engano. ¿Não foi a primeira nem será a última vez que alguém se engana sobre alguém. Isso é algo que se desenvolve na vida e na política muitas vezes¿, disse Guerra.

Agência Brasil |

Foto: Estudantes protestam contra Yeda Crusius em Porto Alegre (AE)

Sérgio Guerra disse que há uma conspiração óbvia no estado com o objetivo de tirar Yeda Crusius do poder. Há uma clara intenção de focar toda essa crise sobre a governadora para tirá-la do poder, para contrariar a vontade do povo que a elegeu, para fazer o jogo daqueles que são contrariados pelas mudanças que estão sendo desenvolvidas no Rio Grande do Sul, disse.

Segundo Guerra, esse movimento se deve aos ajustes fiscais realizados por Yeda no início de seu governo, que teria desagradado muitos setores do Rio Grande do Sul. Ela não tinha uma base parlamentar estável, e tem problemas políticos porque foi capaz de contrariar muita gente no interesse público, avaliou. De acordo com Sérgio Guerra, se não fossem essas medidas, o Rio Grande do Sul estaria falido.

A crise no governo do Rio Grande do Sul, iniciada com a descoberta de desvios de recursos no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), foi agravada com a divulgação de gravações pelo vice-governador Paulo Feijó. Nas conversas, o então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, admite que órgãos da administração do estado financiam partidos políticos. Para Sérgio Guerra, essa não foi uma atitude democrática nem política de Feijó. São métodos que nós não aceitamos e abominamos, afirmou.

O PSDB divulgou hoje uma nota oficial, na qual diz que há um movimento articulado para desestabilizar Yeda Crusius. O partido afirma que defende a apuração de desvios de conduta e rejeita qualquer atitude pessoal, administrativa e política que tenha como objetivo atingir a honra de Yeda Crusius.

A Agência Brasil procurou o vice-governador Paulo Feijó e o presidente estadual do DEM, Onyx Lorenzoni, por meio de suas assessorias de imprensa, mas não teve retorno dos pedidos de entrevista.

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