Para polícia, roubo na Pinacoteca não foi encomendado

Os ladrões que invadiram a Estação Pinacoteca de São Paulo estavam atrás de compradores para as obras de Picasso, Lasar Segall e Di Cavalcanti levadas do museu no dia 12 de junho.

Agência Estado |

"Não houve encomenda. Se o roubo tivesse sido encomendado, essas obras não estariam mais em um conjunto habitacional na zona leste de São Paulo", afirmou o diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), delegado Youssef Abou Chaim.

Anteontem, investigadores do Deic localizaram mais duas das obras levadas pelos bandidos. São os quadros 'Mulheres na Janela' (1926), de Di Cavalcanti, e 'O Casal' (1919), de Lasar Segall. Youssef afirmou que o roubo dos quadros não tem relação com o furto de um Picasso ('Retrato de Suzanne Bloch', avaliado em US$ 50 milhões) e de um Portinari ('O Lavrador de Café', US$ 5,5 milhões), ocorrido em 21 de dezembro de 2007, no Masp. "Pode haver inspiração, mas não ligação", afirmou.

Os dois quadros recuperados ontem se somam à gravura 'O Pintor e Seu Modelo' (1963), encontrada pelos homens da Delegacia Seccional de Guarulhos no dia 19 de julho, também na zona leste da capital paulista. Agora, apenas uma gravura de Picasso - intitulada 'Minotauro, Bebedor e Mulheres', de 1933 - permanece nas mãos dos criminosos.

Bom Estado - Os dois quadros não sofreram nenhum dano, segundo Marcelo Araújo, diretor da Estação Pinacoteca. Ele recebeu as peças da polícia ontem à tarde. O museu reforçou seu sistema de segurança, depois do roubo. Um detector de metal foi instalado na entrada. A Pinacoteca do Estado deve ampliar ainda mais o sistema de segurança da Estação Pinacoteca e do prédio principal do museu, no Parque da Luz, na região central. "Não podemos revelar quais serão as novas medidas adotadas, mas tudo estará concluído até o fim do ano", afirmou Araújo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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