Para polícia, reconstituição reforça suspeita sobre casal

As sete horas de reconstituição da morte de Isabella Nardoni, realizada ontem, reforçaram a convicção da polícia de que uma terceira pessoa não teria tempo suficiente para invadir o apartamento 62 do Edifício Residencial London, espancar e asfixiar a menina, cortar a tela de proteção com faca e tesoura, arremessá-la do 6º andar e, por fim, limpar a cena do crime. A cronometragem da versão apresentada em depoimento pelo casal Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá mostrou que o suposto assassino teria cerca de 5 minutos para agir sem ser flagrado.

Agência Estado |

A medição feita ontem por peritos do Instituto de Criminalística (IC) foi dividida em duas etapas. Primeiro, eles verificaram o tempo que Alexandre teria gasto para retirar Isabella dormindo do carro e carregá-la até sua cama, no 6º andar. Chegaram à conclusão de que isso levou 6min41s. Em seguida, a equipe do IC cronometrou o tempo que o pai teria levado para trancar a porta do apartamento, descer ao 2º subsolo, onde a mulher e os outros dois filhos o aguardavam, e retornar ao imóvel.

Como o casal não compareceu à reconstituição, peritos optaram por fazer cronometragem favorável aos acusados. Ou seja: fizeram tudo como se o elevador sempre estivesse nos andares. O percurso completo levou aproximadamente 13 minutos. O tempo coincide com outras provas técnicas colhidas pelo IC.

A reconstituição começou às 10 horas, sob forte esquema de segurança e sem os três advogados do casal. Um dos momentos mais impressionantes foi às 13 horas, quando um perito de porte semelhante ao de Alexandre soltou pela janela uma boneca com peruca de cor e corte igual ao de Isabella e a roupa que a menina vestia ao ser morta (camiseta azul e legging branca). O perito se debruçou com os braços estendidos no corte de 47, 5 centímetros feito na rede de proteção, soltou a mão esquerda da boneca e continuou segurando a direita. Em seguida, largou a boneca, que ficou suspensa no ar por alguns segundos, presa apenas por fios de náilon. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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