A oposição criticou a falta de espírito democrático da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência. Nesta segunda-feira no Rio, Dilma afirmou que a demora do Congresso em aprovar o projeto de capitalização da Petrobras atrapalha a conclusão dos planos de investimento da estatal.


"A ministra tem falta de compreensão acerca do regime democrático", rebateu o deputado do PSDB, Arnaldo Madeira (SP). "Uma afirmação dessa não poderia vir de uma pessoa que se apresenta como candidata à Presidência. Será que a ministra Dilma prefere o regime do Chávez?", ironizou o tucano, numa referência ao presidente venezuelano Hugo Chávez.

AE
Dilma durante entrevista à rádio Tupi nesta manhã

Dilma durante entrevista à rádio Tupi nesta segunda-feira


Madeira ressaltou que projetos como o que trata da capitalização da estatal exigem debates estruturados e não podem ser votados sem a devida análise por parte de deputados e senadores. "Não faz tanto tempo assim que o projeto da Petrobras está no Congresso. Uma matéria com complexidade não pode ser votada sem que ocorra uma discussão profunda", disse o deputado tucano.

Líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), também reagiu com indignação à acusação de Dilma. Para ele, nem a ministra nem o governo podem fazer tal afirmação. "Qual é a autoridade moral que um governo que não consegue sequer executar 20% de seu principal projeto (o Programa de Aceleração do Crescimento - PAC) tem para cobrar agilidade do Congresso?", questionou Agripino.

Para o senador, o Congresso tem dado apoio a todos os importantes projetos do governo. Ele citou como exemplo o programa Minha Casa Minha Vida. "Não estamos deixando de discutir nada, mas não podemos votar de forma irresponsável", afirmou.

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