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Para Minc, quem questiona soberania da Amazônia deve passar por qualificações psicológicas

BRASÍLIA - O futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se encontrou na tarde desta segunda-feira com a ex-chefe da pasta Marina Silva. Os dois reiteraram a necessidade de dar continuidade às políticas ambientais em curso. Minc comentou que não pode haver descontinuidade nos trabalhos da pasta e aproveitou a ocasião para rebater críticas de parte da mídia internacional que defende a internacionalização da Amazônia. De acordo com Minc, quem questiona a soberania da floresta ¿deveria passar por qualificações psicológicas¿.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |



Agência Brasil
Ao lado de Marina, Minc rebate críticas
Ele afirmou que a Amazônia é e será nossa e frisou que cabe ao País a proteção do bioma e o desenvolvimento de atividades sustentáveis por parte da população local. O ônus e o bônus são nossos. As ajudas internacionais são bem vindas, mas desde que sejam com base científica e de sustentabilidade, declarou.

O encontro entre Minc e Marina aconteceu na residência da ex-ministra. Ao final da conversa, os dois fizeram questão de descer do apartamento juntos, em um ato simbólico que evidencia a idéia de continuidade nos trabalhos do ministério. A própria Marina perguntou se descer juntos ia melindrar ou não. Eu acho que mais importante é afirmar as afinidades que temos na questão ambiental, destacou Minc.

O ministro deve se encontrar ainda nesta segunda-feira com o presidente da Frente Parlamentar do Meio Ambiente, deputado Sarney Filho (PV-MA), antes do encontro como presidente Lula, no final da tarde desta segunda-feira. A visita de cortesia, segundo ele, é para estreitar as relações do ministério com o Parlamento.

Mais tarde, no encontro com Lula, o futuro ministro deve pedir recursos na ordem de R$ 850 milhões relativos a royaties pelo uso da água das hidrelétricas e saneamento e da exploração de petróleo. Questionado sobre a autonomia que lhe será dada pelo presidente, Minc disse ter certeza de que Lula quer um ministério do Meio Ambiente forte, o que significa recursos, poder político e administrativo.

PAC

Minc disse ainda que os licenciamentos ambientais para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão em dia e que o mais importante neste momento é a votação pelo Congresso Nacional da Emenda 23, que permite que estados e municípios possam conceder parte dos licenciamentos. Isso é uma medida que vai agilizar (a análise dos pedidos de licenciamento), avaliou.

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